Espécies Invasoras

Os trabalhos de monitorização que permitiram delinear o projeto LIFE VIDALIA revelaram que a a presença de espécies exóticas invasoras é um dos principais fatores que afetam a viabilidade das espécies-alvo. Assim, com o objetivo de reduzir o grau de invasão observado nas diferentes áreas de intervençãno, o LIFE VIDALIA leva a cabo um conjunto de ações para o controlo efetivo de várias espécies de flora e fauna que afetam negativamente a biodiversidade costeira açoriana. De entre as espécies invasoras que são alvo de intervenção  por parte da equipa do projeto, destacam-se, pela sua frequência, plantas como a cana (Arundo donax), a trepadeira-africana (Delairea odorata), a roca-da-velha (Hedychium gardnerianum), o metrosídero (Metrosideros excelsa), a tintureira (Phytolacca americana) ou o incenso (Pittosporum undulatum), bem como algumas espécies de roedores – ratazanas (Rattus rattus e R. norvegicus), ratos (Mus musculus) e coelhos (Oryctolagus cuniculus).

Para alcançar os objetivos propostos no âmbito do controlo/mitigação das espécies invasoras nas áreas de intervenção, será aplicada uma combinação de métodos já testados e métodos de caráter piloto/demonstração. Além disso, o projeto prevê ainda a criação de novos protocolos de erradicação e controlo das espécies de flora:

Rosinha-de-sol (Aptenia cordifolia)
Chorão baguinho-de-arroz (Drosanthemum floribundum)
Orelha-de-ovelha (Salpichroa origanifolia)
Salgueiro (Tamarix africana)
Feto-azevinho (Cyrtomium falcatum)
Gramão (Paspalum vaginatum)
Grama de Santo Agostinho (Stenotaphrum secundatum)
Espinafre da Nova Zelândia (Tetragonia tetragonioides)

A mitigação de espécies de fauna invasora também é um dos objetivos do LIFE VIDALIA, uma vez que se prevê uma redução substancial do número de roedores, especialmente ratazanas (Rattus rattus e Rattus norvegicus), ratos (Mus musculus) e coelhos (Oryctolagus cuniculus), nas áreas de intervenção. Os trabalhos dedicados ao controlo destas espécies focar-se-ão não só nas áreas das populações das espécies a proteger, mas também nos espaços circundantes, sempre que seja recomendável e tendo em conta as condições do local.